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Alimentação na Gravidez

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Alimentação durante a gravidez

Revista Água na Boca
 
  

 

Assim que a mulher engravida, o organismo começa um ajuste para providenciar condições favoráveis para dar suporte à vida e ao crescimento normal do feto e para estar preparado para a amamentação depois do nascimento da criança.

Todas as necessidades dietéticas devem ser aumentadas proporcionalmente para suprir a demanda adicional da mãe e do feto em crescimento. A dieta da mãe durante a gravidez afeta a condição da criança ao nascer.

Durante a gravidez, o gasto energético total atinge aproximadamente 80.000 Cal. É muito importante manter um aumento de peso adequado durante a gestação. O número total de quilos ganhos na gravidez varia de pessoa para pessoa. Um aumento normal para a maioria das mulheres sadias é de aproximadamente nove a 13 kg.

 

Nas primeiras dez semanas, o aumento de peso é pequeno, grande parte dele é produzido pelo aumento do útero da mãe. Nessa ocasião o feto pesa aproximadamente cinco gramas. Comendo corretamente a mãe aumentará um total de 0,9 a 1,8 kg no fim do primeiro trimestre e cerca de 0,45 kg a cada semana posterior.

Redação Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O período de gestação, importante como é, exige da sua parte cuidados extra com a alimentação. De tal depende a boa prossecução da gravidez e a saúde do seu bebê.
Uma alimentação correta passa pela satisfação de requisitos quantitativos e qualitativos.

Aspectos quantitativos da alimentação na gravidez

Numa mulher grávida as necessidades energéticas aumentam para valores que se situam entre 1900 – 2300 Kcal diárias. O incremento nas necessidades energéticas reside na necessidade de dar resposta às exigências do corpo grávido: aumento da massa sanguínea circulante, mais necessidades energéticas para a mãe, etc..
Três situações poderão acontecer durante a gravidez quanto ao fornecimento de calorias:

Quantidade insuficiente – atendendo a que o aporte de calorias fornecido é insuficiente, o seu organismo iniciará a utilização das reservas energéticas e você emagrece. Ao seu bebê acontece o mesmo, o que é crítico a partir do 7º mês atendendo ao crescimento das suas necessidades energéticas. Um déficit calórico significativo (aporte inferior a 1500 Kcal) traduzir-se-á numa diminuição franca do peso do recém-nascido.
Quantidade razoável – neste caso as calorias são utilizadas na satisfação das necessidades diárias da mãe e do bebê e o pequeno excedente será armazenado.
Quantidade exagerada – o excesso de calorias é armazenado sob a forma de gorduras o que se traduz em aumentos de peso da mãe e do bebê.
Necessidades calóricas e repartição das refeições

Aspectos importantes da alimentação na gravidez

Proteínas
Construir, manter e renovar os tecidos da mãe e do bebê exige uma fantástica acumulação de proteínas. As necessidades vão aumentando durante a gravidez e, no 3º trimestre, a grávida deve assegurar um aporte de cerca de 70g/dia. Elaboração dos tecidos do bebê, aumento do volume do útero, aumento da massa sanguínea, aleitamento, etc. explicam este aumento das necessidades.
A deficiência proteica compromete o crescimento fetal, sobretudo se ocorre no último trimestre.

Hidratos de Carbono
De valor calórico análogo ao das proteínas, estes são os fornecedores de energia. Essenciais ao crescimento do bebê deverão constituir 300 – 350 g/dia, o que corresponde a 1200 – 1400 Kcal.
Privilegie os açúcares lentos em detrimento dos rápidos uma vez que aqueles se degradam lentamente e proporcionam um fornecimento contínuo de energia. Os açúcares rápidos fornecem energia de um modo rápido e momentâneo, provocam picos de insulina e carências nos intervalos das refeições.
Se consumir estes nutrientes em demasia estará a candidatar-se a ser uma grávida obesa e a submeter ao mesmo o seu bebê, uma vez que os excessos se transformam em gordura.
Alguns glícidos complexos, de origem vegetal, desempenham um papel particular – são as fibras. Estas diminuem o tempo de trânsito intestinal e esvaziamento gástrico. A quantidade a fornecer na gravidez depende também da sua tolerância. Excesso de fibras poderá desencadear alterações intestinais (diarreias, gases, dilatações intestinais). 20 – 30 g será o intervalo de valores considerado aceitável. Ricos em fibras são, por ex., pão completo ou de farelo, flocos de cereais, tomates, frutos, arroz integral, favas, ervilha, lentilhas, feijões secos e legumes verdes.

Lípidos
São muito importantes durante a gravidez. As gorduras proporcionam o aporte de vitaminas lipossolúveis e contêm ácidos gordos essenciais, cruciais para a formação e funcionamento do sistema nervoso central do feto. Ocorre durante a gravidez um aumento normal dos lípidos (colesterol, triglicéridos) circulantes no sangue, reflexo das necessidades energéticas crescentes maternas e fetais, que evoluem ao longo da gravidez.

Cálcio
O fornecimento diário de cálcio deverá assegurar as necessidades da mãe e do bebê. Se estas não forem asseguradas será necessário, para a formação do esqueleto do bebê, que seja retirado cálcio dos ossos da mãe, onde este está reservado. As necessidades serão portanto maiores – da ordem dos 1200 mg/dia.
Se o cálcio faltar ao bebê, este apresentará insuficiências no desenvolvimento ósseo ou muscular.
Se o cálcio faltar à mãe, esta exibirá cáries dentárias, cãibras, unhas quebradiças. Depois do parto, este mineral é necessário para que a mãe produza leite.
O excesso de cálcio poderá causar problemas, como a ossificação prematura da cabeça do feto, pelo que não deverão ser tomados comprimidos de cálcio, principalmente sem conhecimento médico.
O cálcio encontra-se no leite e derivados.
A vitamina D, que além de estar no leite enriquecido, está na manteiga, ovos e fígado, permite a sua fixação.

Ferro
Mineral essencial a uma gravidez bem sucedida, nomeadamente para a produção de hemoglobina (que é responsável pelo transporte de oxigénio).
Na situação de carência de ferro, o desenvolvimento da gravidez e a saúde da mãe poderão estar perturbadas e sob ameaça de abortos espontâneos, prematuridade, diminuição do peso do feto, mortalidade fetal ou neonatal.
Na mãe a deficiência de ferro, designadamente no final da gravidez, acarreta fadiga, diminuição das capacidades físicas, diminuição da resistência às infecções, estados anémicos durante a gravidez ou após o parto.
Para o neonato, a carência em ferro poderá determinar diminuição da resistência às infecções e alterações do comportamento.
O ferro encontra-se em: ovos, carne, peixe, feijão verde, ameixas.

Fósforo
Leite e queijo, peixe, carne e pão e vários outros alimentos contêm fósforo, pelo que a sua deficiência é rara, mas poderá estar associada à falta de vitamina D.

Zinco
Crescimento e desenvolvimento do feto, pelo seu papel modelador da acção enzimática.

Iodo
Para dar resposta à elevação das necessidades da glândula tiróideia. A sua falta poderá comprometer o desenvolvimento fetal.

Flúor
Admite-se que exerça uma função preventiva na cárie dentária.


 
 

 

 

                                                     CURIOSIDADES

 

 

 

Orientações úteis durante a gravidez


A gravidez não é uma doença, mas precisa de acompanhamento médico para diminuir os riscos da mãe e do feto.
Álcool, fumo e drogas prejudicam você e podem prejudicar seu filho. Evite-os durante a gravidez.
Medicamentos e radiografias podem afetar a saúde do feto. Jamais se exponha a eles se não forem indicados pelo médico.
Um aumento excessivo de peso durante a gravidez não é desejável. Você mesma é quem mais pode evitar o excesso de peso, com medidas simples mas, que requeiram determinação e força de vontade.
    1. Prefira as carnes na chapa, grelhadas.
    2. Aumente com moderação a ingestão de frutas, verduras, pão, arroz, massas e legumes.
    3. Tente tomar entre meio e um litro de leite por dia. Também pode ser iogurte ou queijo.
    4. Reduza os alimentos com muita gordura, como bacon, manteiga e embutidos.
    5. Reduza alimentos com muito açúcar, especialmente aqueles pré-fabricados, como chocolates, balas, etc.
    6. Lembre-se que durante toda a gravidez o ideal é ganhar entre 9 e 13 quilos. Você é o melhor vigia.
Existe lentidão no trânsito digestivo. Sensação de estômago cheio e "prisão de ventre" são normais. Podem ser aliviados evitando comer em excesso, não deitando logo após as refeições e preferindo alimentos ricos em fibras (folhas).
Durante a gravidez aumenta a sudoração. Se possível, tome um banho de chuveiro todo dia.
A pele tende a ficar mais escura em algumas regiões. Proteja-se do sol ou use um chapéu.
Durante a gravidez aumenta o fluxo vaginal. Fluxo claro, sem cheiro, que não lhe causa coceira, ardor ou dor, não deve preocupá-la.
Escove os dentes após as comidas. A grávida pode ir ao dentista normalmente.
Use roupa folgada. Não precisa usar faixa, pois ela pode debilitar a sua musculatura. É aconselhável o uso de meias elásticas.
Evite ficar muito tempo em pé. Descanse com as pernas elevadas.
Evite sapato de salto, pois ele aumenta o risco de quedas.
Você pode praticar esportes, mas não aqueles que sejam violentos ou produzam fadiga excessiva. São recomendáveis as natações e as caminhadas.
Você pode trabalhar, desde que seu ofício não produza fadiga física ou mental excessiva.
As relações sexuais são permitidas durante a gravidez, a não ser que seu médico as proibida. Procure uma posição que lhe seja cômoda.
Dores nas costas no final da gravidez são normais. Encoste totalmente na cadeira quando estiver sentada, evite levantar pesos e use um colchão duro para descansar.
Inchaço de pés e pernas, ao final do dia, não devem preocupá-la. Repouse com as pernas levantadas e, se possível, use meias elásticas.
Você deve procurar o Pronto Socorro se apresentar vômitos persistentes, diarréia, dor quando urina, febre, dor de cabeça que não melhora com analgésicos, sangramento vaginal, perda de líquido pela vagina, contrações, inchaço de mãos ou rosto, diminuição ou ausência de movimentos fetais ou qualquer sintoma que você considere anormal e que não esteja neste quadro.
Prepare-se desde agora para amamentar o seu filho. O leite materno representa o melhor alimento, pois além de amor proporciona defesa contra várias doenças que podem ser fatais.
Fonte: Rotinas em obstetrícia do HUB
Dr. Alberto Zaconeta -
e-mail
Consultório: (61) 245-7444

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